Clécia Queiroz – Seleção 2014

Macroterritório 2 • Metropolitana de Salvador • Salvador • Seleção 2014

Clécia ´Maria Aquino de Queiroz

Contato: cleciaqueiroz@gmail.com

Voz macia e doce, performance sofisticada e energia contagiante no palco, a cantora baiana Clécia Queiroz vem desenvolvendo uma das carreiras mais promissoras da música de sua terra que passa distante da urgência dos trios elétricos. Seu trabalho tem ritmos autênticos da Bahia e traz referências ao Candomblé. É música que procura se embrenhar na cultura local, revisita o berço, mas busca estar antenada com a modernidade.
Além de cantora e compositora, Clécia é dançarina, atriz premiada com alguns dos maiores troféus da sua terra e respeitada pesquisadora da cultura afro-baiana, com mestrado em Performance Arte realizado na Howard University – EUA. Entre seus mestres, teve as professoras de canto Nancy Miranda e Graça Reis (Brasil), Maria João Serrão (Portugal), Connnaitre Miller e Grade Tate (EUA). Teve também os diretores teatrais Bia Lessa, Cacá Carvalho, Fernando Guerreiro, Márcio Meirelles e os internacionais Maria João Serrão (Portugal), Harald Weiss (Alemanha), Steven Wasson (Eua), Corine Soum (França),
Seu primeiro show, intitulado “Blue Moon” realizado em 1994, rendeu-lhe quatro indicações para o Troféu Caymmi. A partir daí, sua carreira seguiu em ritmos sempre ascendentes e culminou com o disco Chegar à Bahia, lançado em 1997, através do Prêmio Copene de Cultura e Arte. Em Salvador fez shows em vários teatros e projetos como o Petrobrás de Música, Sua Nota é um Show, Música no Parque e Espicha Verão. Clécia tem trilhado um caminho por importantes espaços de cidades brasileiras, a exemplo do Teatro Crowne Plaza, Sesc Pompéia e Ipiranga e Caixa Cultural em São Paulo, Teatro Guaíra em Curitiba e Teatro Rival no Rio de Janeiro, com boa repercussão de público e da crítica especializada. Vem desenvolvendo também uma carreira internacional, tendo participado de importantes mercados culturais na Espanha e Estados Unidos, a exemplo do Festival Vic Barcelona e The African Marketplace Festival.
Entre 2003/2004, Clécia criou e desenvolveu, com sucesso em Salvador, o Projeto Casa do Samba, com shows semanais, chamando atenção para o samba de roda da Bahia – recentemente considerado pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade – e até então pouco praticados pelos artistas baianos.
Seu último trabalho, o show Samba de Roque, tem como base o CD homônimo, em homenagem ao compositor Roque Ferreira, um dos maiores sambistas baianos, que mais tem contribuído para a recriação e preservação do samba de roda. Samba de Roque foi apresentado em diversas cidades baianas e no Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba, sempre recebendo excelente críticas do público e da imprensa especializada. Clécia está lançando seu quarto CD – Quintais.
PRÊMIOS E/OU INDICAÇÕES A PRÊMIOS
? Caixa Econômica Federal – Ocupação dos Espaços da Caixa Cultural em 2010 (Ritos Produções – Show Samba de Roque)
? Mensão Honrosa da Pós Graduação – Howard University – Aluna exemplar da Divisão de Artes e Humanidades curso de Pós Graduação de 2006
? Bolsa de Mestrado nos Estados Unidos – Concurso Nacional Programa Bolsa da Ford Foundation – 2003
? Prêmio Copene de Cultura e Arte – Categoria Música – 2º. Semestre 1996
? Troféu Caymmi Ano IX – indicação como melhor intérprete – Show “Blue Moon”.
? Troféu Bahia Aplaude – premiação como melhor atriz – Espetáculo de Imagens Musicais “Ade Até”.
? Troféu Bahia Aplaude – indicação como melhor atriz – 1º. Semestre de 1997 – Espetáculo Musical “Abismo de Rosas”.

ALGUMAS CRITÍCAS
Verdadeira baiana, Clécia Queiroz mexe, remexe, dá nó nas cadeiras e revira os olhinhos – como diz o samba de Geraldo Pereira (1918 – 1955) – ao mostrar no palco o repertório de seu CD Samba de Roque. Por ser também atriz e dançarina, a cantora domina a cena com teatralidade e vivacidade, contagiando o público que teve o privilégio de assistir ao primeiro show de Clécia Queiroz em terras cariocas.
Notas Musicais (RJ) – Mauro Ferreira – 13.11.2010

“Baiana como Roque, Clécia criou uma obra que se candidata a referência para os que desejam conhecer melhor a obra deste grande autor. Com arranjos eficazes (…), a música de Roque flui como numa roda de samba armada sob o teto de uma quadra ou sob o luar, num terreiro protegido por árvore fartamente frondosa. O canto de Clécia se mostra categórico ao sabor dos versos de Roque. Desde o samba mais candente ao mais cálido, a intérprete seduz pela simplicidade e pela sobriedade com que se entrega ao ofício, quase devoto, de apresentar músicas pelas quais demonstra amor incondicional. Assim, com repertório selecionado por ela e por Vitor Queiroz, Clécia brilha.”
Coluna Aquiles Rique Reis (músico e vocalista do famoso grupo MPB4) – Diário do Comércio (SP) – 19.03.2010

“Além dos sambas de roda, Clécia suinga deliciosamente por outras cadências afro-brasileiras, levadas na palma da mão, como ijexá, maxixe, samba angolano e samba-chula. (…) A voz e o empenho de Clécia na interpretação desse universo são contagiantes.”
Lauro Lisboa, Estado de São Paulo 26.02.2010

Longe de ser um tratado afro-baiano, “Samba de Roque” é uma leitura, por uma boa cantora, cercada de bons músicos, de uma obra que não carece de traduções literárias, porque as melodias e sonoridades da obra de Roque Ferreira falam por si sós.(…) É um disco que vale a pena ser ouvido.
João Pimentel – O Globo – 18.02.2010

Clécia Queiroz canta sorrindo. A voz sai despretensiosamente solta e doce, no compasso contagiante do samba(…)Samba de Roque é um convite ao samba no pé.
Cláudia Lessa, jornal A Tarde – Salvador. 24.08.2009

“Timbre aveludado, que se detém na MPB mais nobre, sem sombra de axé music ou congêneres. Se é indispensável uma referência no panorama atual, essa voz lembra, num primeiro momento, a de Zizi Possi. Mas é uma questão de tempo afinar os ouvidos para reconhecer o colorido da própria Clécia Queiroz. O roteiro do show recheado de canções eternas. Sobretudo, é bom ficar atento a uma emocionada interpretação de “Diplomacia”, pérola do inesquecível Batatinha.”
Álvaro Machado – Guia da Folha de São Paulo – 07/04/2000

“Voz doce e afinada, a cantora baiana estréia com força. Nada de axé, que Clécia é antenada e navega em outras e mais tranqüilas sonoridades. Sempre com o som afro bem destacado. Ela faz aquela música mais requintada que as rádios adoram não tocar, sambas de rodas, romantismo sem lugares-comuns e outras levadas em 14 faixas bem concisas, duas dela mesma. O repertório é de primeira e a cantora sabe o que quer.”
Vilmar Ledesma – Diário Popular – São Paulo – 10/04/2000.

Mauro Dias – O Estado de São Paulo – 06/04/2000
“Ênfase na percussão orgânica, na sonoridade delicada, no baixo quase sempre em primeiro plano entre os instrumentos. Na voz, um tanto de blue notes, mas nada a ver com o anasalado irritante das cantoras de axé”.

Luís Antônio Giron – Gazeta Mercantil – São Paulo/SP – 15/10/99
“Uma cantora de virtudes com voz muito agradável e interpretação mais profunda que muita cantora consagrada.”

Iza Calbo – Jornal A Tarde – Salvador/Ba – 19/08/97
“Chegar à Bahia é mais que chegar, é voltar à Bahia que canta sem barulho, que ama os trios elétricos no carnaval, mas que sabe o significado de melodia e harmonia o resto do ano”

Clécia-Queiroz
Chulas medley
Clécia Queiroz
Clécia-Queiroz
Ossum Inaê
Clécia Queiroz
Clécia-Queiroz
Morango e Nata
Clécia Queiroz