Enio – Seleção 2014

Macroterritório 2 • Metropolitana de Salvador • Salvador • Seleção 2014

Enio Silva Nogueira

Contato: enioeamaloca@gmail.com

Paulistano de nascimento e criado na Bahia, o músico e compositor Enio faz parte da nova geração da música popular brasileira produzida na Bahia. Quando partiu do sudeste brasileiro, juntamente com sua família, Enio veio morar em um bairro de classe média de Salvador, em um condomínio predominantemente residido por brancos. Ainda criança, já conseguia enxergar o que estava a sua volta e criou laços com os meninos da favela do Bate-Facho que estavam do outro lado do muro. Desenvolveu, assim, uma visão híbrida da vida. A experiência vivida na infância inspirou o primeiro disco, Unidade móvel, lançado em 2007, sendo colocado pelo Jornal Correio entre os melhores do ano no cenário musical da Bahia, além disso, o álbum contou com participações de PJ, do grupo Jota Quest, Peu Meurray e Nancyta.

Começou aos 12 anos tocando em bandas covers do Iron Maiden e, ao mesmo tempo, tocava com o cantor do Olodum. Desenvolveu uma visão híbrida da música e hoje transita livremente, sem barreiras, nem preconceitos, numa fusão de diversas referências, timbres e conceitos. Como Compositor já teve suas músicas gravadas por Davi Moraes, Jau, Magary Lord, entre outros. Já integrou bandas como: Dois Sapos e Meio, Netinho, Funk Machine, Jau e Vendo 147 entre outras , e agora apresenta o som da diversidade. Enio já se apresentou nos mais diversos palcos como: Festival de Verão Salvador, Sesc Pelourinho, Sesc Casa do Comércio, Vaquejada de Serrinha, Festival Big Bands, Concha Acústica do Teatro Castro Alves, Festival Cordel Rock, Festival Grito Rock (Vitória da Conquista), Mostra + Contemporânea Funarte (BH), Carnaval de Salvador, Coliseu de Lisboa (Portugal), Festival Origem da Terra, Festival Arena 1, entre outros.
Apurando o olhar para boas oportunidades de negócio, Enio foi um dos primeiros artistas da classe independente a juntar-se a uma grande empresa para realizar uma parceria de sucesso. O “Music Card” possuía um código que permitia baixar uma música da banda na internet e, além disso, o usuário ganhava desconto na loja da marca parceira, Adidas. “Hoje seu produto precisa estar ligado a alguma coisa bacana”, pontua o vocalista que hoje tenta desenvolver uma visão empreendedora.
Nas redes sociais como Facebook e Twitter, os canais estão abertos para a continuidade do contato com os fãs, independente da agenda de apresentações do artista. Há conteúdos, como o vídeo “Eu ou melhor que você”, que são produzidos especificamente para o público nessas mídias. “Autogestão na música independente é vital”, oferece a dica.

Axé, nome do mais novo CD do músico e compositor Enio lançado no dia 21 de março, dialoga com a ancestralidade por sua letra e ritmo, onde representa a essência da Música Popular Brasileira. Para esse trabalho, o artista também faz uso de elementos eletrônicos, africanbeats, rock, soul e referências do pop. Com a influência de gêneros musicais fortes e a experiência de mais de 10 anos de carreira, o cantor foi construindo o repertório do CD que conta com uma lista de participações especiais. Inclusive, o CD já nasce com a bênção do Mestre Tom Zé, momento registrado num vídeo gravado no ensaio do artista.
Gravado nos estúdios Ministereo (Rio de Janeiro) e Estúdio T (Salvador), “Axé”, foi produzido por feras, como Jr Tostoi (produtor de discos de Lenine), André T (produtor musical de Pitty, Baiana System e Lucas Santtana) e Paulinho Rocha (produtor musical de Saulo), além do próprio Enio. “Estou em uma fase que começo tomar as redéas de maneira total do meu trabalho. Pois antes era Enio e a Maloca, apesar de eu estar na frente, era um grupo e respeitava todos que estavam ali junto comigo. Agora tenho autonomia total do meu trabalho e vivo um momento de realizações. Axé é um CD que respira a diversidade, um retrato de um momento lindo da minha vida, onde convidei amigos queridos e artistas que admiro muito. Já me sinto realizado por ter tanta gente competente compartilhando o seu talento comigo e feliz por que sei que tem um monte de gente esperando esse CD.”, revela.

A produção desse segundo álbum vem acompanhada de um projeto que inclui 3 videoclipes, já em produção e a preparação de uma turnê nacional, que passa por cidades como São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Recife, Natal e Brasília. No segundo semestre, o músico inicia a turnê internacional, pela Flórida (USA), Toronto (Canadá), Barcelona (Espanha) e Paris (França).

Com direção musical de Enio (voz, guitarra, baixo e cavaquinho) em parceria dos músicos e produtores Paulinho Rocha (bateria, voz, pads e samplers), Bruno Aranha (teclado e samplers) e o DJ Mangaio (samplers e efeitos), o show traz um repertório com canções dos seus dois CDs, além de versões de autores que fazem parte das influências do artista. Quem assina a direção de arte é o artista plástico, Duardo Costa. O show tem o propósito de levar novas paisagens sonoras, bons encontros, plantando o bem e colhendo felicidades com o maior número de pessoas. #Axé.

Sobre Axé:

O CD Axé foi selecionado pelo edital Setorial de Música 2012, da Fundação Cultural do Estado da Bahia – FUNCEB – e será lançado pela Guaxe Produções.

Axé, a primeira faixa do álbum, começa com a voz do maestro Letieres Leite (Maestro da Orquestra Rumpilezz) narrando o que é “axé” para ele. A música conta com arranjo de sopro de Hugo Sanbone executado pela Sanbone Pagode Orquestra e a mistura da percussão de Gustavo Di Dalva (percussionista de Gilberto Gil). A canção apresenta uma clara fusão da MPB, funk-rock e afro. A segunda, Akerê, é uma parceria com o artista Munir Hossn, onde Enio toca todos os instrumentos e acrescenta o beatbox (sons percussivos feitos com a boca), batidas eletrônicas, violões sintetizados e cavaquinho, tudo para dar leveza a letra que exalta a paz de espírito. A terceira faixa – C’est La Vie, é uma música que retrata o cotidiano de um soteropaulistano, com influência forte da Black music, ela traz elementos de sopros da Sanbone Pagode Orquestra mesclando com a bateria enfurecida do músico Emanuel Venâncio.

Primeiro encontro musical com o produtor Jr. Tostoi (um dos produtores mais celebrados da nova geração), a quarta canção – Meu Bloco – apresenta a raiz do novo CD, o diálogo com os tambores do Olodum, guitarras distorcidas e muito balanço. Para Enio, a música Batida Nacional, tem a cara do autêntico Pop brasileiro. Influenciada pelos mestres do samba-rock Jorge Ben e Tim Maia, com o toque da música eletrônica, ela ganha arranjo de sopro de Marcelus Leone. Santo Forte, nome da sexta canção, foi composta em parceria com o mestre Mateus Aleluia, trata-se de um afropop com uma mistura de guitarras a la Pepeu Gomes e Nile Rodgers, com o auxílio luxuoso de Peu Meurray tocando percussão.

Na sétima faixa, Deixa o Sol Brilhar, é um eletrosamba em homenagem ao pai do cantor que apresentou ao filho as lindas canções de Beth Carvalho, Zeca Pagodinho e Clara Nunes. Em Ao Meu Redor – oitava música do CD – tem a participação do cantor Saulo. Um som voz e violão na companhia do instrumento indiano chamado Harmonio, que sensibiliza a canção. Fora do Lugar, parceria com o amigo e produtor Paulinho Rocha, traz o griô senegalês Doudou Rose Thioune, introduzindo a música com um chamado no dialeto de sua terra natal que diz “povo que fora pode chegar”. A canção conta também com percussão de extrema sensibilidade do griô brasileiro Marcus Musk.

A décima faixa, Os Lados, apresenta um lado mais reggae ou ska e algumas melodias que leva ao som de Luiz Gonzaga. Nessa faixa Enio conta com a cozinha de uma banda incrível, a I.F.Á Afrobeat com Fabrício Mota (baixo) e Jorge Dubman (bateria), arranjos de sopro de Hugo Sanbone e a produção do André T como diz o refrão “um lado meu necessita muito de um lado seu”. Iluminado, talvez a música mais pop do disco produzida por André T que trabalhou como um artesão na busca de cada timbre e nos tambores adequados pra canção. Em Uma Parte do Todo, a voz marcante de Seu Jorge narra trechos da canção que fala de mudança: “pois estamos de passagem e o agora é só uma parte do todo, a cada passo tudo muda…”. Perto de Mim, a décima terceira faixa, é a música melancólica do álbum, que fala de saudade, sensibiliza e traz uma outra perspectiva do trabalho do compositor Por Um Triz, vem pra fechar o disco com toda alegria que ele foi feito. Mostra essa linha tênue que vivemos pra buscar a tal felicidade “Cansei de ser assim, me joguei por aí e nosso amor sem fim, por um triz!”. A canção ganhou uma mistura de ritmos como, blackmusic, rock, vocoder esquema daft punk e a bateria vigorosa de Victor Brasil.

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